flash do cadeirante

28 de fevereiro de 2016

Rio 2016 testa acessibilidade no Torneio Internacional de Rugby em Cadeira de Rodas



Atenção a detalhe e soluções para ganhar tempo no embarque e no desembarque arrancam elogios de atletas do evento-teste


Ônibus acomoda até oito atletas em cadeiras de rodas, mais bancos para os que podem se deslocar  (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Ônibus acomoda até oito atletas em cadeiras de rodas, mais bancos para os que podem se deslocar (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
O Torneio Internacional de Rugby em Cadeira de Rodasevento-teste para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, é um desafio para os organizadores no quesito transporte com acessibilidade. É importante que o sistema funcione corretamente, especialmente por envolver deslocamento de um grande número de pessoas que usam cadeira de rodas. Três ônibus foram adaptados para receber vários cadeirantes simultaneamente, e rampas para facilitar o embarque foram instaladas em áreas como hotéis e a Arena Carioca 1. Os atletas têm aprovado a operação.

“Desde que desembarcamos no aeroporto todos estão cuidando de nós. Tudo está 100% acessível: ônibus, hotel, academia. Parabéns para o Brasil”

David Willsie, da equipe canadense de rugby em cadeira de rodas
José Higino, da seleção brasileira, também elogiou. “Eu posso dizer que esta ideia de colocar rampas nos hotéis e na arena ficou bem bacana porque não se perde o tempo usando o elevador do ônibus. Todo mundo entra de uma vez, fica bem mais rápido”, observou.
Imagem Rio 2016Rampas estão tornando o embarque dos atletas mais ágil (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

Acessibilidade aprimorada
Além da criação de rampas de acesso e ônibus adaptados, foi dada atenção a vários detalhes como os depósitos para as cadeiras de rodas das equipes dentro da Arena Carioca 1.  “A gente refinou algumas coisas detectadas no evento de basquetebol em cadeira de rodas. Fizemos adaptações do dia a dia”, explicou Rodrigo Garcia, diretor de Esportes do Comitê Rio 2016. Os elogios, segundo ele, não significam que todos devem se dar por satisfeitos. “Eventos como este são importantes para terminar o planejamento e refinar as nossas operações."
Todas as soluções foram resultado de um trabalho de equipe que está movimentando cerca de 30 pessoas no evento-teste., Entre elas estão Ananias dos Santos e Fernando Dolabella, respectivamente especialista em Transportes e coordenador de Transportes de Equipes Comitê Rio 2016. “No evento-teste estamos usando três ônibus adaptados e um urbano comum”, contou Dolabella. O coordenador explicou que tudo que foi elaborado em termos de acessibilidade nos transportes para os Jogos Rio 2016 teve aval do Comitê Paralímpico Internacional (CPI): “Os projetos iam e voltavam até chegarmos a um denominador comum”.
Imagem Rio 2016Segurança também é um aspecto importante no transporte de atletas Paralímpicos (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

 

O desafio do tempo

O diálogo entre o Comitê Rio 2016 e o CPI levou a boas soluções como a do projeto das rampas de acesso, que deverão ser cerca de 80 nos Jogos Paralímpicos. “A gente fez tudo baseado nos pedidos do Comitê Paralímpico Internacional. Eles pedem até nove graus de inclinação, sendo que nós tínhamos adaptado uma rampa para cinco graus. No fim a gente adotou um meio termo para que todos tivessem a maior comodidade possível”, conta Dolabella.

"Com a rampa, estamos embarcando todos os atletas no ônibus em um minuto e meio, dois minutos. Com o elevador, iríamos levar 20 minutos"

Fernando Dolabella, coordenador de Transportes de Equipes Comitê Rio 2016
O coordenador ressaltou que tempo é um fator importante nos Jogos Paralímpicos. “Se a gente usasse o elevador que existe hoje em dia em veículos para pessoas com deficiência motora, iria levar 20 segundos para embarcar cada atleta. No fim, levaríamos 20 minutos para acomodar todo mundo”, ponderou. “Com esta rampa, que vai ser usada nos Jogos Paralímpicos, a gente vai conseguir atender de forma eficiente o transporte e fazer um serviço 100%”. 
Ananias Dos Santos explica que os veículos que estão sendo usados no evento-teste são os mesmos em circulação na rede de transporte urbana do Rio - mas com algumas modificações para que possam receber mais de uma pessoa com dificuldades de locomoção. “Hoje os ônibus têm boxes para oito cadeirantes, mais seis transferíveis (pessoas que usam cadeiras de roda mas têm condições de se deslocar para bancos) e mais nove assentos normais. A gente tem 23 assentos hoje dentro deste carro urbano adaptado, que está atendendo muito bem”, informou.

17 de fevereiro de 2016

‘Travessia’ inova no transporte porta a porta de cadeirantes do país






Transporte dos cadeirantes será realizado em veículos, do tipo van, adaptados e climatizados. Foto: Divulgação
Transporte dos cadeirantes será realizado em veículos, do tipo van, adaptados e climatizados. Foto: Divulgação
Veículos adaptados para cadeirantes, que buscam os usuários em casa e levam-nos a consultas, ao shopping, ao cinema, à praia e de forma gratuita. A partir da próxima quinta-feira, dia 18, essa será uma realidade para quem depende da cadeira de rodas e mora em um dos quatro municípios da região metropolitana de São Luís. Na data, o Governo do Maranhão, por meio da Agência Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana (MOB), lança o inovador Travessia, Transporte Especial Gratuito para a Pessoa com Deficiência, Usuária de Cadeira de Rodas.
O projeto vai funcionar por meio de agendamentos e garantirá o transporte para o cadeirante e um acompanhante. De acordo com o coordenador do Travessia e assessor técnico da MOB, Rafael Ribeiro, iniciativas como essa já existem em outras duas capitais brasileiras – São Paulo e Vitória -, mas o projeto maranhense traz importantes inovações.
“Nas outras cidades, esse serviço é restrito ao transporte para consultas, fisioterapia e serviços hospitalares e, há ainda, em São Paulo, a necessidade de remuneração. No Maranhão, o serviço Travessia inova interligando municípios. O serviço é completamente gratuito, busca em casa ou então o mais próximo possível do endereço em que o usuário está, para aqueles casos em que não há acesso do veículo e, além disso, vai funcionar aos finais de semana e levar o usuário para onde ele quiser”, informou o coordenador.
Subsidiado pelo Governo do Estado, o serviço recebeu investimentos de R$ 3 milhões e é parte das iniciativas que promovem a inclusão social e cidadania, além da gestão pública de serviços essenciais, como informou o presidente da MOB, Artur Cabral.
“Será um grande marco para a inclusão em nosso estado e é mais um dos resultados da atuação do Estado onde nunca houve, se fazendo presente e defendendo o interesse da população”, declarou Cabral.
O serviço
Com capacidade de atendimento para até 1000 passagens/mês, o Travessia será executado em quatro veículos do tipo VAN, adaptadas, climatizadas e com capacidade para levar até três cadeirantes e seus acompanhantes, além de espaço para os pertences dos passageiros. As viagens serão realizadas de 8h da manhã às 20h mediante agendamento prévio, com no mínimo 48 horas de antecedência, por meio da Central DISQUE-TRAVESSIA. O cadeirante terá o destino à sua escolha, ficando submetido apenas à roteirização da frota, trabalho que será feito por meio de software para melhor aproveitamento do serviço.

16 de novembro de 2015

Ser mulher de um cadeirante!





Ser mulher de um cadeirante!
( By C. Salgado)

Ser mulher de um cadeirante pode parecer tarefa fácil, mas ser "A" mulher de um cadeirante traz algumas regrinhas.
Primeiro e mais óbvio: ame-o verdadeiramente, com seu coração.
Segundo: ame-o com seu pensamento.
Terceiro: ame-o com seu corpo.
Ser mulher de cadeirante é  olhar para o lado e enxerga - lo  na altura da sua cintura, o que não quer dizer que ele não possa ser MAIOR que você em muitas coisas.
Ser mulher de cadeirante significa que você sempre estará preocupada com a tal " acessibilidade" e essa palavra passará a fazer parte da sua rotina. E se prepare, você ficará raivosa quando perceber que a acessibilidade só existe nos projetos de lei e que, na prática,  vc e ele vão sempre ter que dar um jeitinho.
Ser mulher de cadeirante é reinventar o sexo e descobrir prazeres e posicoes que vc nem imaginava. É finalmente encontrar " aquele cara" que gosta e entende de preliminares! Uau!
Ser mulher de cadeirante é montar e desmontar cadeira muitas vezes ao dia, virar mestre em abrir espaço no porta malas, banco traseiro, etc e fazer isso com entusiasmo e alegria quase infantil. (P.S: Descobri que eu tenho ciumes da cadeira dele. Juro! Quando alguém vem ajudar a desmontar, eu tenho vontade de morder...Grrrr. Vai entender, né?)
Ser mulher de cadeirante é  viver no desconhecido, porque por mais que você pergunte, leia, se informe, a verdade é que cada caso é um caso, e cada dia pode se apresentar diferente.
Ser mulher de cadeirante é passar dar um valor inacreditável a banheiros públicos com acessibilidade e também estar sempre preparada para caso esses banheiros não existam. E pra ser sincera, eles de fato não existem!
Ser mulher de cadeirante é entender que apesar dele passar o dia sentado, ele chega a noite exausto, porque seus esforços físicos demandam sempre mais energia e força.
Ser mulher de cadeirante é perceber a sutil diferença entre quando ele  "precisa" que você o ajude e quando ele "não quer" que você  o ajude.
Ser mulher de cadeirante é você se tornar uma "expert" em fazer trocas! Troca de rua, troca de bares, troca de calçada, troca de roupa, troca de fraldas as vezes, troca de rotina.
Ser mulher de cadeirante é  você mudar o ritmo. Desparafusar o relógio.  Mudar o passo ou o compasso. Fazer no tempo dele.
Ser mulher de cadeirante é  você conviver com os olhares curiosos e também com os fetichistas ( siiimmm, tem muito!!)
É  ter vontade de saber lutar jiu - jitsu,  pra se defender de tudo ou de todos. É  aprender, na marra, a conviver com caras e bocas que você nunca antes tinha reparado.
Ser mulher de cadeirante é penetrar pelo universo das readaptações e reabilitações,  e finalmente entender quem é  essa tal da célula -tronco. É  desejar  que exista um mercado de medulas ósseas novinhas, pra você ir lá e pegar uma na prateleira... e descobrir que T4, C3, L2, não sao nomes de  vitaminas.
Ser mulher de cadeirante é acordar de manha querendo fazer tudo outra vez.
É  no dia em que você sai de casa sozinha e não tem cadeira pra desmontar....sentir um vazio enorme...um nó na garganta...que eu  chamo de saudade, e alguém pode dizer que é  amor.
Ser mulher de cadeirante é  um exercício de entrega, generosidade, compreensão e parceria.
Mais que isso...
Ser mulher de cadeirante é  ser absurdamente feliz e realizada com essa dupla : ele e sua cadeira de rodas (claro...vc aprende a gostar da cadeira tambem, porque eles são quase inseparáveis).
Ser mulher de cadeirante é acreditar que ele precisa de você,  para só então compreender que é  você quem precisa dele!


17 de setembro de 2015

Volare Access em Santos


Fonte: Revista Autobus
Foto: Ana Paula Pimenta



Promover condições adequadas de transporte público para pessoas com mobilidade reduzida é uma obrigação que as cidades precisam respeitar.

Santos, no litoral paulista, passa a contar com três unidades do micro-ônibus Volare Access, na versão urbana com piso baixo em seu serviço Seletivo.
Esse modelo está equipado com motor traseiro e dimensões reduzidas (PBT de 9.200 kg, comprimento de até 9.000 mm, altura externa de 3.130 mm e largura de 2.360 mm), o que facilita toda a operação.
A configuração disponibilizada para o transporte santista conta com 25 poltronas reclináveis em tecido e com cinto de segurança abdominal, vidros colados, monitor de entretenimento, som ambiente e internet sem fio (wi-fi) gratuita para os passageiros.

De acordo com a direção da fabricante gaúcha Volare, o veículo foi projetado e concebido para oferecer total acessibilidade, mais conforto e segurança para os passageiros e atender à crescente demanda nacional por transporte coletivo, seletivo e escolar, com o mais elevado padrão de qualidade.

Fonte: http://www.onibusparaibanos.com/2015/08/volare-access-em-santos.html

Rio de Janeiro testa novo tipo de elevador em ônibus



Fonte: EBC
Fotos: Rodrigo Gomes / Ygor Nascimento



Dez ônibus estão rodando com um novo tipo de plataforma elevatória para cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida. De acordo com a Secretaria Estadual de Transportes, como a nova plataforma só pode ser acionada pelo motorista e não fica na mesma porta de saída dos outros passageiros, o risco de danos e a necessidade de manutenção é menor. O tempo de operação e a dificuldade de manuseio também é reduzida em comparação ao equipamento presente na maioria dos ônibus do estado. Apesar disso, Ana Claudia Monteiro, cadeirante que utiliza o transporte público, ressalta que o ideal seria a adoção de um modelo de ônibus com piso rebaixado, como o dos BRTS.

O secretário estadual de transportes, Carlos Osório, justificou que entre os modelos de plataforma, o que está sendo testado no Rio de Janeiro é o mais moderno. E disse que, apesar das vantagens dos veículos com piso rebaixado, o governo insiste no uso de plataformas pela maior facilidade de adaptação da frota de ônibus. 

Osório afirmou ainda que o Departamento de Transportes Rodoviários tem feito fiscalizações para combater problemas comuns apontados por Ana Cláudia: ônibus sem plataformas, elevadores que não funcionam ou motoristas que não foram treinados para manuseá-los. De acordo com ele, de janeiro a agosto deste ano 260 infrações referentes a problemas como esses foram aplicadas em todo o estado. É o fim deste mês, outros dez ônibus vão testar a nova plataforma por um período de 60 dias. Se o resultado for positivo, o objetivo da secretaria é fazer a substituição gradual em toda a frota interestadual.

Fonte: http://www.onibusparaibanos.com/